O que é?

A varicela é considerada uma doença infecciosa, causada pelo vírus Varicela-Zoster – muito contagiosa, mas, na maioria das vezes, benigna. Ela costuma se manifestar com mais frequência em crianças, principalmente entre o fim do inverno e o início da primavera.
Uma de suas características mais marcantes é a presença de polimorfismo das lesões cutâneas na pele – que pode se apresentar em diversas formas evolutivas – que acompanha uma coceira forte. Apesar de em crianças ser benigna, em adultos e adolescentes o quatro pode ser abundante.
Entretanto, uma vez que o vírus é adquirido, a pessoa se torna imune à varicela. Porém, o vírus permanece em nosso corpo durante a vida toda, podendo ser reavivado – causando assim a herpes.
Apesar de nomes diferentes, varicela é a mesma coisa que catapora e vice-versa. Aqui temos a presença de uma relação de sentido entre dois vocábulos com um significado semelhante/igual.
 

Sintomas

Após o contágio, a varicela pode apresentar sintomas depois de 10 a 20 dias. Destacamos alguns dos sintomas mais comuns causados pela doença:

  •         Manchas vermelhas e bolhas no corpo;
  •         Dor de cabeça;
  •         Perda de apetite;
  •         Febre baixa;
  •         Mal-estar;
  •         Fadiga.

As bolhas – a característica mais marcante da varicela – tende a surgir, inicialmente, na região da face, no tronco ou no couro cabeludo – se espalhando e se transformando em pequenas vesículas cheias de um líquido claro. Em poucos dias o líquido escurece e as bolhas começam a secar e cicatrizar. Este processo pode causar uma imensa coceira.
Para evitar o contágio, é necessário restringir o paciente de locais públicos até que todas as lesões de pele estejam cicatrizadas, o que pode ocorrer após 2 semanas. As mãos, vestimentas e roupas de cama, além de outros objetos que possam estar contaminados, devem passar por uma higienização rigorosa.
 

Transmissão

Por ser extremamente contagiosa, a varicela é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio pode ocorrer por meio do contato com o líquido da bolha; pela tosse, espirro, saliva ou por objetos contaminados pelo vírus.
Seu período de incubação varia de 4 a 16 dias, enquanto a transmissão se dá entre 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões da pele – e até 6 dias depois, quando as lesões já estiverem em uma fase final, onde surgem crostas.
Fique atento, pois a doença é transmitida por meio de objetos contaminados com secreções de vesículas e membranas mucosas de pacientes infectados. Mas ela é raramente transmitida por meio de contato com lesões de pele.
 

Manifestação

Separamos a varicela em algumas etapas de manifestação de sintomas, para exemplificá-la. Podemos observar as fases como:

  •         Prodrômico

Esse período pode se iniciar com vômito, febre baixa, dor de cabeça e perda de apetite – que pode persistir por algumas horas ou até três dias.
Quando a doença é adquirida na infância, essa fase pode não ocorrer – havendo apenas erupção cutânea como um primeiro sinal. Em crianças imunocompetentes, a doença continua sendo benigna, mas com um início muito mais repentino – com sintomas generalizados, febre moderada, erupções cutâneas que cobrem a face, tronco e/ou couro cabeludo.

  •         Exantemático

Nessa fase, as lesões são comuns e aparecem em surtos de máculas que posteriormente evoluem para pápulas, vesículas, pústulas e crostas. Elas têm uma tendência a surgir em partes cobertas do corpo, como axilas, couro cabeludo, membranas mucosas da boca e vias aéreas superiores.

Observações

A doença em destaque está associada à síndrome de Reye – que pode ocorrer especialmente em crianças e adolescentes que fazem uso do ácido acetilsalicílico durante a fase aguda. Essa síndrome se caracteriza por um quadro de vômitos após o prodrômico viral, seguido de irritabilidade, inquietude e diminuição progressiva do nível da consciência, com edema cerebral progressivo. A síndrome de Reye é resultado do comprometimento hepático agudo, seguido de comprometimento cerebral. 
Em pacientes adultos imunocompetentes, a varicela pode se desenvolver de uma maneira mais grave do que nas crianças. A febre é muito mais elevada e prolongada, o estado geral é bastante comprometido, as erupções cutâneas mais proeminentes e as complicações mais comuns podem levar a óbito – principalmente devido à pneumonia primária.
 

Complicações

Quando a doença não é tratada corretamente, ou se estende para casos mais severos, podem causar complicações sérias, como encefalite, pneumonia e/ou infecção na pele e ouvido.
A encefalite é caracterizada como uma inflamação aguda no sistema nervoso central, que provoca a inflamação do cérebro. Se não for tratada, pode ser fatal. Afeta principalmente bebês, crianças e adultos com o sistema imunológico comprometido.
Além disso, pessoas com varicela não devem ter contato com recém-nascidos, mulheres grávidas ou qualquer indivíduo que esteja com a imunidade baixa – como portadores do HIV ou que estejam realizando quimioterapia – pois a doença pode ser mais grave nestes grupos.
 

Prevenção

Algumas medidas fundamentais podem ter tomadas para que se faça a prevenção da doença, como:

  •         Vacinação (tetra viral);
  •         Higienizar objetos contaminados;
  •         Lavar as mãos após tocar nas lesões;
  •         Isolar o paciente – em casos de internação, isolá-lo de contato e respiratória até a fase de crosta das lesões;
  •         Imunização de prevenção em surtos de ambiente hospitalar.

A vacina tetra viral consegue proteger o indivíduo de caxumba, varicela, sarampo e rubéola. Verifique a data das demais doses e a condição de vacinação de seus familiares e amigos na região!
 

Tratamento

Geralmente, podem ser prescritos medicamentos antitérmicos, antialérgicos e analgésicos apenas para aliviar os sintomas de coceira, febre e dor de cabeça. Entretanto, para um tratamento eficaz, é necessário ficar atento com os cuidados de higiene – que são fundamentais nos casos dessa doença.
Para a diminuição da coceira, o recomendado é fazer compressa de água fria. As vesículas não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas – isso evita possíveis infecções e cicatrizes.
Nos casos sem risco, o tratamento recomendado é o sintomático. Porém, ao menor sinal de infecção secundária, pode ser indicado o uso de antibióticos e a observação médica.