A enxaqueca é definida por ser um distúrbio neurológico crônico, sendo um dos tipos de cefaleia (ou de dor de cabeça) incapacitantes que mais afeta a vida de pessoas em todo o mundo. 

Causas

É interessante dizer, que o fator genético é algo preponderante para que esse distúrbio ocorra. Atualmente, já existem estudos que comprovam que a enxaqueca é uma doença que afeta o cérebro como um todo, se diferenciando das dores de cabeça comuns. 
A raiz da complicação pode ser relacionada a tendências genéticas que uma pessoa tem, e sobretudo, pelo ambiente em que ela vive. Estes dois agentes, acabam por interagir entre si o tempo todo e, dessa forma, podem influenciar no desenvolvimento de outros problemas de saúde. 
O cérebro é caracterizado por ser o órgão do corpo que comanda nosso organismo. Ele controla todas as nossas funções vitais conscientes, como sono, fome, humor e pensamentos. Da mesma forma, que também é vital em processos que acabamos por nem perceber, como o controle da respiração, o ritmo dos batimentos cardíacos, o nível da pressão arterial e outros. 
Se é notado pelo médico, que existe alguma alteração no cérebro ou nas substância que o compõe, é possível que haja uma maior propensão para que a enxaqueca possa vir a se desenvolver e ocorrer.
Como dito anteriormente, este tipo de dor de cabeça é definido como uma doença multifatorial. No entanto, algumas de suas possíveis causas ainda continuam indefinidas. Apesar dessas informações, já se sabe que existem alguns gatilhos que podem desencadear as crises da doença, tais como:

  • Jejum prolongado;
  • Estresse;
  • Insônia;
  • Consumo de açúcar, chocolate, queijos fortes, embutidos, café e bebidas alcoólicas em excesso;
  • Fumar;
  • Alterações hormonais;
  • Certos perfumes.

Sintomas

Os sintomas mais típicos desta doença são determinados por:

  • Dor latejante e pulsante, geralmente de um lado da cabeça (no entanto, pode ocorrer nos dois), de intensidade moderada ou forte;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Hipersensibilidade à luz (fotofobia), aos sons (fonofobia) e a certos odores (osmofobia), que se mantém entre 4 e 72 horas, piorando com a movimentação;
  • Irritabilidade;
  • Depressão;
  • Agitação.

Pessoas com enxaqueca muitas vezes acreditam que têm múltiplas doenças, pois apresentam uma variedade de sintomas que podem ocorrer devido à disfunção química cerebral, característica da complicação. Às doenças que acontecem com mais frequência juntas, e que têm mecanismos causais comuns, chamam-se comorbidades.
Dentre as comorbidades conhecidas da enxaqueca, podemos citar:

  • Distúrbios psicológicos/psiquiátricos: depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtornos do humor, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), entre outras;
  • Distúrbios do sono: insônia, sono não reparador, sonolência diurna, bruxismo, enurese noturna (o urinar na cama das crianças), sonambulismo;
  • Déficits cognitivos: dificuldades de concentração e memória;
  • Tonturas de vários tipos: a grande maioria das pessoas saudáveis, com menos de 60 anos, que tem tonturas/vertigens em crises recorrentes, ou mesmo tontura contínua;
  • Distúrbios gastrointestinais: síndrome do intestino irritável, intestino preso crônico, diarreias frequentes, dores abdominais recorrentes;
  • Certos tipos de dor: dor cervical (no pescoço), dor lombar, dores musculares, tendinites, fibromialgia.

 Outros sintomas

Dentre os outros sintomas que podem ser observados, estão as alterações visuais. Estas por sua vez, podem ser descritas sob perspectiva dos pacientes como pontos luminosos ou escuros, e também linhas em zig zag, que antecedem ou acompanham as crises de dor por até 72 horas.

Fatores desencadeantes 

Como dito anteriormente, a enxaqueca é um tipo de doença que ainda não se tem informações suficientes para a obtenção de um diagnóstico claro do que levou ao seu desenvolvimento. Sabendo disso, abaixo serão citados alguns fatores desencadeantes, que podem agir isoladamente ou em conjunto para a progressão da complicação. Leia a seguir: 

Preocupações excessivas

Algumas vezes podemos ter preocupações excessivas com algo durante nosso cotidiano, contudo, isso é pior quando uma pessoa dispõe complicações psíquicas e/ou hormonais, como a ansiedade, depressão, estresse, e outros. 
Isso pode ser algo que pode desencadear a doença pois, por exemplo, quando se antecipa uma tragédia do futuro (que normalmente não acontece) aquele acontecimento passa a acontecer dentro da sua cabeça e é consequentemente percebido como real pelo seu organismo, o cérebro. Este por sua vez, dispara seus sistemas de defesa, como o sistema de dor. Podendo desencadear desta forma, crises de enxaqueca.

Ficar em jejum ou sem se alimentar

Não se alimentar adequadamente ou simplesmente ficar de jejum, é o fator alimentar mais importante para progredir com as dores de cabeça. Passar um longo período de tempo sem comer pode causar uma queda no açúcar do sangue com a produção de substâncias que causam dor. 
Para que isso não ocorra, é recomendado se alimentar a cada 3 ou 4 horas, e também não exagerar na alimentação depois de passar por um longo tempo em jejum.

Dormir mal

Dormir bem é algo essencial para mantermos o bem-estar e a saúde em um contexto geral, assim como também é para o desencadeamento das enxaquecas e de outros tipos de dor de cabeça. Dormir por pouco ou muito tempo, demorar para pegar no sono, acordar no meio da noite, roncar e ter sonolência durante o dia, dormir e acordar muito tarde são todos possíveis desencadeantes dessa condição.

Ciclo hormonal 

A temida TPM carrega junto de si as crises de cefaleia. As enxaquecas nas mulheres tendem a ser mais concentradas e agudas no período menstrual ou pré-menstrual. Irregularidades na menstruação, condições médicas como endometriose e os ovários policísticos, e a reposição hormonal podem ser fatores que ficam por trás dos agravamentos das enxaquecas.Porém, quando os hormônios se equilibram, quer seja na gravidez (quando a placenta produz níveis contínuos de hormônios), no período da menopausa, ou com a prescrição de anticoncepcionais contínuos, as crises tendem a não se desenvolver tão facilmente.

Irritação e alterações do humor

A irritação aparece diversas vezes em conjunto com crises de enxaqueca, mas também pode ser um motivo gerador de novas dores da condição. Ter muitos picos de altas e baixas no humor, pouca paciência, e passar muito raiva (guardando-a para si), são combinações explosivas para desencadear a doença. 
Todo método ou prática que for realizado no sentido de relaxar, acalmar e treinar a paciência será útil para diminuir com as crises da complicação.

Excesso de cafeína

Tomar muito café, bebidas cafeinadas (refrigerante de cola, chá preto), chocolates, e até mesmo analgésicos que contenham cafeína são provocadores da condição. 
A conta que deve ser feita para medir a cafeína é pela quantidade da substância que se tem em cada produto. Um café expresso, por exemplo, tem cerca de 80 mg, um café coado 50 mg, e por aí vai. A quantidade máxima e segura para se ingerir em um dia, é de até de 200 mg. Além disso a ingestão deve ser evitada após as 18 horas, a fim de não atrapalhar o sono noturno. 
Parar repentinamente com o café não é algo bom e que você deva fazer, pois é possível que você enfrente uma abstinência de cafeína. Esse tipo de ação, normalmente afeta aquelas pessoas que tomam cafezinhos aos montes no meio da semana, e que durante o final de semana param repentinamente ou tomam quantidades muito menores. Por conta da abstinência de cafeína, é possível desencadear enxaquecas durante o final de semana.

Sedentarismo e falta de exercício físico 

Não ser uma pessoa sedentária e realizar atividades físicas evita que as crises de dor de cabeça aconteçam. Isso ocorre, pois o organismo produz as endorfinas, que por sua vez regulam a produção de neurotransmissores como a serotonina e a melatonina, tornando o organismo mais saudável e mais resistente à dor. 
ATENÇÃO: Não adianta começar com atividades longas e exaustivas, é necessário ter determinação para realizar os exercícios com frequência e calma para obter bons resultados em relação a diminuição das crises.

Uso excessivo de analgésicos

Conceito fundamental para se ter em mente: analgésicos não tratam a enxaqueca, apenas aliviam a intensidade e duração das crises. Se a doença já se instalou no seu corpo e as crises se tornaram frequentes, o uso desses medicamentos pode vir a cronificar, piorar, e agravar sua complicação, tornando-a resistente e mais frequente ainda do que já está. 

Alimentação 

Alimentos como: o chocolate; as frutas cítricas; os sorvetes e açaís; as nozes; os alimentos gordurosos, condimentados, ricos em glutamato monossódico (muito presente em salgadinhos); em molhos (ajinomoto); e adoçantes podem agravar as enxaquecas. Além disso, os indivíduos que sofrem com a intolerância à lactose, tem mais um motivo para evitar o leite, o queijo e seus derivados, assim como também a suplementação da lactase, a enzima que transforma a lactose (o açúcar do leite) em glicose, a fim de comer um desses alimentos citados anteriormente.

Genética

O fator genético é um agente preponderante para o desenvolvimento das enxaquecas. Reconhecer rapidamente os sintomas da condição na infância, adolescência, e início da vida adulta em filhos de pessoas que já sofrem com a complicação, para que ela possa ser tratada adequadamente, preventivamente, pode fazer com que se evite a ocorrência de crises, e que a doença se desenvolva até um estágio crônico.

Dicas importantes

  • Um banho quente na região dos pés pode aliviar os sintomas;
  • Beba bastante água ou chá de limão;
  • Aplique gelo;
  • Utilize gengibre como ingrediente nas refeições;
  • Tente relaxar, tirar um dia para descanso;
  • Evite bebidas alcoólicas e alimentos artificiais.