O Sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus, que pode ser fatal. Sua transmissão ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. A única maneira de evita-la é pela vacina. 

Os principais sintomas são:

  • Febre acompanhada de tosse;
  • Irritação nos olhos;
  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Mal-estar intenso.

Em torno de 3 a 5 dias, podem aparecer outros sinais e sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de 5 anos de idade.

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico laboratorial pode ser realizado por meio da sorologia para detecção de anticorpos específicos. Os anticorpos específicos da classe IgM podem ser detectados no sangue, na fase aguda da doença, desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento do exantema. 
A presença de anticorpos da classe IgM indica infecção recente pelo vírus dessa doença. Os anticorpos específicos da classe IgG começam a aparecer logo após a fase aguda da doença, desde os primeiros dias e, geralmente, continuam sendo detectados muitos anos após a infecção.

Sobre a vacina:

A profilaxia (prevenção) do sarampo está disponível em apresentações diferentes. Todas previnem a doença e cabe ao profissional de saúde aplicar a vacina adequada para cada pessoa, de acordo com a idade ou situação epidemiológica.

 Os tipos de vacinas contra Sarampo são:

  • Dupla viral – Protege do vírus da doença e da rubéola. Pode ser utilizada para o bloqueio vacinal em situação de surto;
  • Tríplice viral – Protege do vírus da doença, da caxumba e rubéola;
  • Tetra viral – Protege do vírus da doença, da caxumba, rubéola e varicela (catapora).

Sobre as doses:

Dose zero: Devido ao aumento de casos em alguns estados, todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas (dose extra).

  • Primeira dose:  Crianças que completarem 12 meses (1 ano).
  • Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.

 Tomou apenas uma dose até os 29 anos de idade:

  • Se você tem entre 1 e 29 anos e recebeu apenas uma dose, recomenda-se completar o esquema vacinal com a segunda dose da vacina;
  • Quem comprova as duas doses da vacina, não precisa se vacinar novamente.

 Não tomou nenhuma dose, perdeu o cartão ou não se lembra?

  • De 1 a 29 anos – São necessárias duas doses;
  • De 30 a 49 anos – Apenas uma dose.

A vacina contra o sarampo é administrada por injeção subcutânea. Não confunda com as gotinhas que são dadas para evitar a poliomielite (embora já exista uma versão injetável para esse problema, até mais moderna). 
*Mas atenção: o imunizante contra o sarampo está incluído tanto na vacina tríplice viral quanto na tetraviral. 

Quais são as contraindicações da vacina?

Durante a gestação, a vacina é contraindicada pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado. A gestação tende a diminuir a imunidade da mulher, o que deixa o sistema imunológico mais vulnerável e, por isso, a vacina pode desenvolver a doença ou complicações.
O recomendado pelo Ministério da Saúde é que a mulher que tenha planos de engravidar tome todas as doses da vacina antes, podendo esta ser a tríplice ou a tetra viral, e mantenha toda a rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação atualizada, para se proteger e proteger o bebê.

Existe um tratamento para a doença?

Não existe tratamento específico para essa doença. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença. O mais indicado para questões gerais é a vacina.

Quais as causas da doença?

A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes.
A transmissão pode ocorrer entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo. 

Existem fatores de risco?

Quanto aos fatores de risco, a suscetibilidade ao vírus do sarampo é geral. Os lactentes cujas mães já tiveram sarampo ou foram vacinadas possuem, temporariamente, anticorpos transmitidos por via placentária, conferindo imunidade, geralmente, ao longo do primeiro ano de vida, o que interfere na resposta à vacinação. 
No Brasil, cerca de 85% das crianças perdem esses anticorpos maternos por volta dos 9 meses de idade

Previna-se!

A vacinação é a única forma de prevenção. De acordo com a nota técnica conjunta emitida pela SBP, SBIm e SBI, na rede pública são utilizadas vacinas tríplices MMR – sarampo (measles), caxumba (mumps) e rubéola (rubella). Para crianças com menos de cinco anos de idade, também está disponível a vacina tetra viral.
A vacina tríplice é composta por vírus vivos atenuados, é uma vacina bastante segura e efetiva. Para o componente sarampo é relatada uma efetividade de aproximadamente 93% com uma dose e 97% com duas.
O PNI recomenda a vacina tríplice viral de rotina para todas as crianças com um ano de idade e uma segunda dose aos 15 meses com a vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).
Saúde preventiva é a garantia da sua liberdade!
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